Chuvas e desastres naturais.

Posted on Janeiro 9, 2012

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 Enquanto o Brasil reservou, silenciosa e harmonicamente, quase R$ 1, 014 TRILHÕES DE REAIS (em quatro anos; R$ 254 bilhões por ano) em seu Plano Plurianual para pagar juros e amortizações da dívida, acompanha-se a tradicional e farta cobertura de desastres naturais desta época do ano (sim, porque logo teremos as tradicionais do 2o semestre). É tiro e queda: Se não é Minas Gerais é o Rio de Janeiro, senão Santa Catarina ou lá vem o Pernambuco. As capivaras do Rio Itajaí Açu sabem disso. Assim como sabemos que o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, disputam entre si as piores estiagens. São Paulo, também, especialmente a capital.

Enquanto isso… 47% do orçamento público vão para 20 mil pessoas e alguns banqueiros. Se adicionarmos os R$ 69 bilhões por ano da corrupção (R$ 276 bilhões em 04 anos) tem-se, então, mais da metade da riqueza nacional indo para menos de 1% da população. Entre Bolsa Banqueiro e corrupção, eu, você e a torcida brasileira, deixamos parte de nossa renda na tigela dourada dos acima mencionados. E tem gente que aponta os impostos como usurpação da nossa renda (Claro! é mais fácil gritar alto com o governo do que com os amados banqueiros)…

Em tempos de desastres naturais, e nas previsíveis reações do poder público que faz pouco ou, então, faz de maneira insuficiente para melhorar as estruturas das cidades, os Estados e Municípios não são exceções: poucos fazem para mitigar aquilo que sempre virá (virá sim, mas pode-se mitigar). Soma-se, aos pequenos investimentos, toda a idiotice da má gestão pública, feita de profissionais do pior quilate…


Para piorar o fundo do poço, não existe um Plano Nacional de Defesa Civil ou de Mitigação de Desastres Naturais. As cidades estão entregues a especulação imobiliária, e instrumentos democráticos, como o Estatuto da Cidade, são temas de campanha política, nothing more


Enquanto os anônimos 99%, de todos os gêneros, cores, etnias, não se APROPRIAREM da riqueza (econômica, cultural e ambiental) atualmente SAQUEADA, veremos repetições e repetições, como se não houvessem saídas… Esta riqueza deve ser repartida, de maneira justa e coerente, entre estados e municípios, e redistribuída na forma de aumentos salariais e recursos para o setor produtivo, além de outros benefícios sociais, como a renda mínima universal. Brasil, 6a potência para quem?


E vejam! Atacar Bolsa Banqueiro e a corrupção é matar dois coelhos num só golpe: é exercer, radicalizar a democracia, participando da esfera pública e ampliar a qualidade de vida de tod@s nós!